Há tanto dentro de mim que às vezes não cabe... é preciso extravasar...
Deixo aqui um pouco das minhas ideias, dos meus pensamentos. E também propago os ideais de famosos deste e de outros tempos, pois acreditar num mundo melhor ainda é vanguarda!






30 janeiro 2010

A CIÊNCIA MATERIALISTA

Apesar dos grandes avanços tecnológicos alcançados no planeta Terra, a partir do século XIX, não é preciso uma análise aprofundada para chegarmos à conclusão do nosso ainda atrasado patamar perante as leis do universo.

É comum, ainda hoje, os meios de comunicação lançarem no ar a velha e desgastada pergunta: “será que não estamos sós no universo?”. Essa pergunta ainda se faz necessária? Alguém ainda crê que o Universo inteiro – numa infinitude que sequer conseguimos compreender – seja habitado apenas pela humanidade num planeta que não passa de um grão perdido na imensidão? Infelizmente, sim. E, ainda pior, há os que nunca pararam para pensar sobre isso.

Quando alguma sonda descobre água em outros planetas, isso gera assunto em nível mundial e uma expectativa sobre a possibilidade de geração de vida. Mas logo vem uma explicação simplista de que a vida lá seria impossível, já que as temperaturas são muito baixas ou muito elevadas, ou que não há gravidade suficiente, ou a atmosfera não é adequada e assim por diante. Mas isso se considerarmos apenas os tipos de vida que conhecemos: a humana, as plantas, os animais. E é aí que insistimos na nossa prepotência em achar que qualquer tipo de vida no universo tenha que se encaixar nos nossos padrões. Padrões... essa é a limitação, o que nos amarra no atraso, pensando em paradigmas. Einstein veio para minimizar um pouco a nossa ignorância e ditou algumas verdades que ainda não puderam ser totalmente compreendidas, como a não-linearidade do tempo e que um deslocamento no espaço não é restrito à velocidade da luz.

A condição tridimensional (eixos x, y, z) é apenas a nossa forma limitada de noção espacial, mas somos condicionados a pensar atrelados a ela e tentando enquadrar tudo nesta condição. Há pouco mais de mil anos o homem nem sequer conseguia desenhar em perspectiva, ou seja, vivia já num mundo tridimensional, mas a mente ainda funcionava bidimensionalmente.

Outros fatores extremamente limitantes são os cinco sentidos, que nos servem de guia para determinarmos o que é “real”. O que não conseguimos ver, ouvir, cheirar, tocar ou sentir o gosto não é entendido como real. A física quântica é uma luz no fim do túnel no âmbito de considerar uma abordagem mais ampla e livre que a física cartesiana. Hoje já se sabe que um átomo - menor unidade da matéria – tem 99,9999% de espaço vazio! Isso significa que a matéria não é sólida ou “real” como entendemos ser.

Outro ponto a se considerar são os opostos, as polaridades: positivo e negativo, bem e mal, certo e errado, e até mesmo masculino e feminino, que nos conduz a conclusões determinantes, nunca considerando um meio termo, um equilíbrio. O que não é cem por cento certo (ou provado) é errado e isso minimiza em muito a consideração de possibilidades mais amplas, além dos padrões certo e errado. A busca pelo equilíbrio entre as forças opostas está presente na maioria das culturas antigas, como o yin yang, da filosofia oriental.

Não é de hoje que se diz que, enquanto a fé e a ciência não derem as mãos, continuaremos sustentando os véus que nos impedem de ver mais além, de alcançar uma compreensão mais ampla das verdades do universo. Acredito que até hoje não tenha funcionado porque as tentativas foram unir ciência com religião, que não passa de um conjunto de regras criadas pelo homem, como mais uma forma de controle e, portanto não é genuína. Para mim é tão claro que existe um Criador, uma força magnífica que rege o todo, que seria a premissa básica para iniciar uma aventura rumo ao desconhecido, sendo impossível dissociar uma coisa da outra: Criador e criaturas.

Os povos antigos, que chegaram às mesmas conclusões a que tem chegado a nossa ciência milhares de anos depois que eles, são, até hoje, tratados como acasos bem sucedidos. É comum uma admiração de como eles poderiam ter chegado a tais conclusões astronômicas, físicas, matemáticas sem instrumentos, estando ainda na “idade da pedra”. Em vez de aprendermos com o que nos deixaram, insistimos em aceitar como novas descobertas somente o que pode ser provado e elas não são muito diferentes do que eles já nos haviam deixado como conhecimento. E é essa falsa noção de superioridade que nos atrasa, pois é claro que os meios que nossos ancestrais usavam eram em muito mais eficientes que os nossos, tanto que nem precisavam dos aparelhos tecnologicamente “avançados” de que dependemos hoje. Eles estavam conectados com o plano superior, com o divino e isso se dava através da consciência, o nosso próprio aparelho, disponível e de graça. Isso é extremamente mais avançado e maior que supomos hoje. Basta analisar os seus mitos, o culto a seus deuses, que eram invariavelmente as forças da natureza, como o sol e a lua, os planetas, a mãe-terra, os quatro elementos, etc, ou seja, tudo o que nos insere num contexto mais amplo de existência, que nos coloca no nosso lugar em relação ao todo, respeitando a criação como algo Sagrado.

E o elo se quebrou quando, ao invés de evoluirmos no mesmo sentido em que eles estavam indo, inserimos as barreiras do ceticismo e materialismo no meio do caminho. E se deu a estagnação, que persiste até hoje.

À nossa ciência, assim como à humanidade em geral, falta um ingrediente básico para a evolução: a humildade. Só assim passaremos da era da ciência para a era da consciência.

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