Há tanto dentro de mim que às vezes não cabe... é preciso extravasar...
Deixo aqui um pouco das minhas ideias, dos meus pensamentos. E também propago os ideais de famosos deste e de outros tempos, pois acreditar num mundo melhor ainda é vanguarda!






29 janeiro 2010

A BUSCA DA FELICIDADE


... e viveram felizes para sempre!
Esse bordão, a que somos submetidos desde crianças nos impele a uma busca que, mais cedo ou mais tarde, concluímos ser utópica.
É só olhar nas prateleiras das livrarias para constatar o impressionante – e ainda crescente – número de títulos a respeito do tema. São inúmeras teorias, fórmulas e até mesmo receitas, como se tal feito pudesse ser ensinado.
Certa vez, li um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado “A felicidade não é deste mundo” e aquilo, em princípio soou estranho para mim, como se tivessem acabado as minhas chances. Mas depois de alguma reflexão compreendi que realmente a felicidade completa e “para sempre” é uma busca eterna e não há notícias de alguém que tenha sido bem sucedido em cem por cento da empreitada. Essa procura depende de um outro sentimento, este sim imprescindível à vida: a esperança. Quem não tem esperança, seja em encontrar a felicidade, ou em qualquer outro aspecto do existir, não encontra mais sentido em continuar vivendo. Em outras palavras, a esperança que carregamos de que um dia seremos felizes é a força motriz da vida, o que nos impulsiona para a ação.
Se considerarmos que estamos num mundo em que temos que conviver com a dor física, doenças, com as limitações da matéria, as dúvidas acerca da existência e da morte e sentimentos como o medo, é fácil compreender porque ninguém consegue ser feliz o tempo todo em todos os aspectos da vida.
Mas vejo que o importante é a atitude que tomamos perante os fatos que determina se uma situação será mais ou menos traumática, mais ou menos dolorosa. Creio que seja possível tirar uma boa lição de cada coisa que acontece conosco, se assumirmos uma postura de comandantes do nosso destino, deixando de lado a posição mais cômoda, a de vítimas. Fácil? Claro que não. É um exercício, que como deve ser, requer prática, a arte da persistência.
O sofrimento é uma opção de quem tem pena de si mesmo. O sofrimento não é um sinônimo da tristeza e sim, colocar-se no papel de vítima diante da tristeza, sucumbindo a ela. Tomando como exemplo a morte de um ente querido, a grande tristeza pela perda é natural, mas temos uma escolha a ser feita. Podemos começar por substituir a palavra “morte” por “passagem”, por exemplo, crendo que a vida do nosso ser amado não terminou, ele não morreu, só não pode mais ser visto, por enquanto. Sem a fé em algo maior que nós, fica difícil entender esta privação do contato com quem amamos, ficando assim, sem notícias. A outra opção é nos entregarmos ao sofrimento, lamentando a “perda” da pessoa, culpando a Deus por ter “tirado” a pessoa amada de nossas vidas e assim por diante.
É possível estar triste e feliz ao mesmo tempo. O contrário da felicidade não é a tristeza e sim a infelicidade. A tristeza é algo natural, nos faz refletir, ponderar. Já a infelicidade, creio ser uma opção. Pois infeliz é aquele que se entrega à amargura, ao ressentimento, ao sofrimento, infeliz é o descontente, que despreza a capacidade de ver o lado belo da vida.
Ao assumirmos uma maior atuação sobre o nosso centro de controle interno, conseguimos parar de culpar os fatores externos (uma determinada situação, os outros) pelos nossos insucessos e, mudando o foco para nós mesmos, conseguimos analisar como podemos agir, o que podemos mudar.
Às vezes passamos uma vida toda buscando a chave para abrir a porta para a felicidade. Mas a porta está trancada pelo lado de dentro... querer abri-la é nossa escolha.

2 comentários:

  1. Paloma, já sou sua seguidora! As palavras do Cristo "meu reino não é deste mundo" são, em certas ocasiões, uma fonte de consolo em minha vida. É claro que devemos entender que Ele falava da felicidade plena. Para esta, nós ainda não estamos preparados. A felicidade relativa, já que vivemos em um mundo de provas e expiações, é possível sim. E a presença dela em nossas vidas depende cem por cento da maneira como nós lidamos com o mundo, e não do que nós esperamos que o mundo nos dê.

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  2. Concordo! Grata pelo comentário!

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