Há tanto dentro de mim que às vezes não cabe... é preciso extravasar...
Deixo aqui um pouco das minhas ideias, dos meus pensamentos. E também propago os ideais de famosos deste e de outros tempos, pois acreditar num mundo melhor ainda é vanguarda!






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28 janeiro 2010

DESVENDANDO A MATRIX


A partir do momento em que tomamos consciência, que percebemos a real importância de nossa existência e de como somos responsáveis por cada etapa de nossa evolução, compreendemos quão iludidos estávamos, acomodados em nossos sofás ou, ainda pior, encenando um espetáculo feito marionetes manejadas por quem quer que seja: pai, mãe, cônjuge, sociedade, governo, dinheiro, títulos.
Hoje revi o filme Matrix. Considero este filme uma metáfora perfeita do que é a vida neste planeta, onde Neo, o personagem principal, tem um questionamento inquietante - o que é a Matrix? - que representa as perguntas básicas de quem deseja olhar
outside the box: “Quem somos nós? O que viemos fazer aqui? Quem ou o que é Deus? Porque nos criou?”. Essas perguntas feitas naturalmente por uma criança vão ficando adormecidas dentro de nós enquanto somos moldados pela sociedade materialista em que vivemos. E nos recusamos a mantê-las vivas, porque dá trabalho pensar, questionar, procurar uma explicação. É mais cômodo viver a vida prosaicamente. É o caminho mais fácil.
Voltando ao filme, fatos estranhos começam a acontecer com o personagem, que inicialmente tenta racionalizar a situação, procurando entender como aquelas pessoas sabem quem ele é, seu nome, seus questionamentos e tenta convencer a si mesmo de que aquilo tudo é loucura. Mas percebe que, apesar da dúvida, se ele não domar o medo e se entregar, não se perdoará por perder a chance de conhecer a verdade. Essa é a representação da fé, quando é preciso se permitir crer em algo que está além do alcance da mente lógica. É preciso sentir com o coração, com a alma, deixando julgamentos e idéias pré-concebidas de lado. É o crer para ver.
Quando Morpheus apresenta a ele uma pílula azul e outra vermelha, coloca em suas mãos uma decisão, sua única chance: se tomar a pílula azul esquecerá de tudo e passará a viver como todo mundo. Optando pela vermelha, Morpheus diz que o que pode oferecer é a verdade, nada mais que isso. Ele não sabe o que é a verdade, não sabe que conseqüências terá de enfrentar ao se deparar com ela, mas é um questionador nato e, obviamente, engole a
pílula vermelha sem hesitar.
E sua descoberta de que a referência humana de realidade não passa de um cenário virtual comandado pela imposição do medo, é exatamente o que acontece quando despertamos do estado hipnótico a que nos submetemos, aceitando valores ilusórios, meramente materiais. Não é fácil encarar esta nova perspectiva, perceber que a maioria ainda vive anestesiada e pior, que não querem sair do torpor.
As coisas só começam a funcionar para Neo quando ele realmente começa a acreditar que aquilo que ele está vivendo é o mundo real. Ele passa a acreditar em si mesmo, em sua capacidade de transcender os 5 sentidos e assume habilidades antes impensadas. A partir daí ele torna-se invencível, pois passa a enxergar as coisas como elas realmente são.
A vida nos apresenta algumas oportunidades, cabe a cada um escolher a cor da pílula e optar entre permanecer num estado latente ou a busca da verdade.
Quando eu vi a toca do coelho à minha frente, ouvi a pergunta: “Quão fundo você quer ir?”. “O mais fundo possível”, respondi a mim mesma. E durante a queda, não sabendo onde aquilo iria dar, hesitei por um segundo: “mas porque estou indo para baixo? Eu não deveria estar indo para cima?”. E naquele instante eu entendi que não estava indo pro fundo. Eu estava num mergulho profundo...