para me sentir,
para me sentir
precisei sentir tudo,
transbordei,
não fiz senão extravasar-me,
despi-me, entreguei-me,
e há, em cada canto da minha alma,
um altar a um deus diferente.
(Fernando Pessoa)
Tolerância religiosa; como isso pode ser tão complicado?
Se o propósito da religião alheia for o bem, que sentido há em criticá-la?
Que importância tem se o nome do deus é Jesus, Buda, Oxalá, Tupã, Alá ou Jeová? Eles não trazem as mesmas mensagens de formas diferentes?
Há nexo em julgar o seu Deus melhor que o do outro, se foi o mesmo Deus – não importa o nome que o chame - quem nos criou?
Quantos atos absurdos já foram cometidos tendo Deus como justificativa?
O que devemos parecer aos olhos do Criador, julgando, condenando, punindo e agredindo para impor ao outro uma versão de Deus?
Situações sem sentido, perguntas sem resposta...
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Giberto Gil e Marisa Monte interpretam lindamente este poema musicado, que cita 77 nomes de Deus, um tributo ecumênico em nome da paz universal entre crenças.


