Há tanto dentro de mim que às vezes não cabe... é preciso extravasar...
Deixo aqui um pouco das minhas ideias, dos meus pensamentos. E também propago os ideais de famosos deste e de outros tempos, pois acreditar num mundo melhor ainda é vanguarda!






30 janeiro 2010

O Pálido Ponto Azul

Um vídeo inspirador, que mostra o planeta Terra de uma forma nunca antes vista... pelo menos não por nós!

Carl Sagan (1934-1996), astrofísico mundialmente respeitado, foi criador da série de TV Cosmos, de grande sucesso nos anos 80, e autor de diversos livros, entre eles, Pálido Ponto Azul (que originou este vídeo) e Contato, que inspirou o filme homônimo. Recomendo!



“O acaso é Deus que passeia incógnito.”

(Albert Einstein)

A CIÊNCIA MATERIALISTA

Apesar dos grandes avanços tecnológicos alcançados no planeta Terra, a partir do século XIX, não é preciso uma análise aprofundada para chegarmos à conclusão do nosso ainda atrasado patamar perante as leis do universo.

É comum, ainda hoje, os meios de comunicação lançarem no ar a velha e desgastada pergunta: “será que não estamos sós no universo?”. Essa pergunta ainda se faz necessária? Alguém ainda crê que o Universo inteiro – numa infinitude que sequer conseguimos compreender – seja habitado apenas pela humanidade num planeta que não passa de um grão perdido na imensidão? Infelizmente, sim. E, ainda pior, há os que nunca pararam para pensar sobre isso.

Quando alguma sonda descobre água em outros planetas, isso gera assunto em nível mundial e uma expectativa sobre a possibilidade de geração de vida. Mas logo vem uma explicação simplista de que a vida lá seria impossível, já que as temperaturas são muito baixas ou muito elevadas, ou que não há gravidade suficiente, ou a atmosfera não é adequada e assim por diante. Mas isso se considerarmos apenas os tipos de vida que conhecemos: a humana, as plantas, os animais. E é aí que insistimos na nossa prepotência em achar que qualquer tipo de vida no universo tenha que se encaixar nos nossos padrões. Padrões... essa é a limitação, o que nos amarra no atraso, pensando em paradigmas. Einstein veio para minimizar um pouco a nossa ignorância e ditou algumas verdades que ainda não puderam ser totalmente compreendidas, como a não-linearidade do tempo e que um deslocamento no espaço não é restrito à velocidade da luz.

A condição tridimensional (eixos x, y, z) é apenas a nossa forma limitada de noção espacial, mas somos condicionados a pensar atrelados a ela e tentando enquadrar tudo nesta condição. Há pouco mais de mil anos o homem nem sequer conseguia desenhar em perspectiva, ou seja, vivia já num mundo tridimensional, mas a mente ainda funcionava bidimensionalmente.

Outros fatores extremamente limitantes são os cinco sentidos, que nos servem de guia para determinarmos o que é “real”. O que não conseguimos ver, ouvir, cheirar, tocar ou sentir o gosto não é entendido como real. A física quântica é uma luz no fim do túnel no âmbito de considerar uma abordagem mais ampla e livre que a física cartesiana. Hoje já se sabe que um átomo - menor unidade da matéria – tem 99,9999% de espaço vazio! Isso significa que a matéria não é sólida ou “real” como entendemos ser.

Outro ponto a se considerar são os opostos, as polaridades: positivo e negativo, bem e mal, certo e errado, e até mesmo masculino e feminino, que nos conduz a conclusões determinantes, nunca considerando um meio termo, um equilíbrio. O que não é cem por cento certo (ou provado) é errado e isso minimiza em muito a consideração de possibilidades mais amplas, além dos padrões certo e errado. A busca pelo equilíbrio entre as forças opostas está presente na maioria das culturas antigas, como o yin yang, da filosofia oriental.

Não é de hoje que se diz que, enquanto a fé e a ciência não derem as mãos, continuaremos sustentando os véus que nos impedem de ver mais além, de alcançar uma compreensão mais ampla das verdades do universo. Acredito que até hoje não tenha funcionado porque as tentativas foram unir ciência com religião, que não passa de um conjunto de regras criadas pelo homem, como mais uma forma de controle e, portanto não é genuína. Para mim é tão claro que existe um Criador, uma força magnífica que rege o todo, que seria a premissa básica para iniciar uma aventura rumo ao desconhecido, sendo impossível dissociar uma coisa da outra: Criador e criaturas.

Os povos antigos, que chegaram às mesmas conclusões a que tem chegado a nossa ciência milhares de anos depois que eles, são, até hoje, tratados como acasos bem sucedidos. É comum uma admiração de como eles poderiam ter chegado a tais conclusões astronômicas, físicas, matemáticas sem instrumentos, estando ainda na “idade da pedra”. Em vez de aprendermos com o que nos deixaram, insistimos em aceitar como novas descobertas somente o que pode ser provado e elas não são muito diferentes do que eles já nos haviam deixado como conhecimento. E é essa falsa noção de superioridade que nos atrasa, pois é claro que os meios que nossos ancestrais usavam eram em muito mais eficientes que os nossos, tanto que nem precisavam dos aparelhos tecnologicamente “avançados” de que dependemos hoje. Eles estavam conectados com o plano superior, com o divino e isso se dava através da consciência, o nosso próprio aparelho, disponível e de graça. Isso é extremamente mais avançado e maior que supomos hoje. Basta analisar os seus mitos, o culto a seus deuses, que eram invariavelmente as forças da natureza, como o sol e a lua, os planetas, a mãe-terra, os quatro elementos, etc, ou seja, tudo o que nos insere num contexto mais amplo de existência, que nos coloca no nosso lugar em relação ao todo, respeitando a criação como algo Sagrado.

E o elo se quebrou quando, ao invés de evoluirmos no mesmo sentido em que eles estavam indo, inserimos as barreiras do ceticismo e materialismo no meio do caminho. E se deu a estagnação, que persiste até hoje.

À nossa ciência, assim como à humanidade em geral, falta um ingrediente básico para a evolução: a humildade. Só assim passaremos da era da ciência para a era da consciência.

29 janeiro 2010


"Não existem caminhos para a felicidade. A felicidade é o caminho."

(Mahatma Gandhi)

A BUSCA DA FELICIDADE


... e viveram felizes para sempre!
Esse bordão, a que somos submetidos desde crianças nos impele a uma busca que, mais cedo ou mais tarde, concluímos ser utópica.
É só olhar nas prateleiras das livrarias para constatar o impressionante – e ainda crescente – número de títulos a respeito do tema. São inúmeras teorias, fórmulas e até mesmo receitas, como se tal feito pudesse ser ensinado.
Certa vez, li um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, intitulado “A felicidade não é deste mundo” e aquilo, em princípio soou estranho para mim, como se tivessem acabado as minhas chances. Mas depois de alguma reflexão compreendi que realmente a felicidade completa e “para sempre” é uma busca eterna e não há notícias de alguém que tenha sido bem sucedido em cem por cento da empreitada. Essa procura depende de um outro sentimento, este sim imprescindível à vida: a esperança. Quem não tem esperança, seja em encontrar a felicidade, ou em qualquer outro aspecto do existir, não encontra mais sentido em continuar vivendo. Em outras palavras, a esperança que carregamos de que um dia seremos felizes é a força motriz da vida, o que nos impulsiona para a ação.
Se considerarmos que estamos num mundo em que temos que conviver com a dor física, doenças, com as limitações da matéria, as dúvidas acerca da existência e da morte e sentimentos como o medo, é fácil compreender porque ninguém consegue ser feliz o tempo todo em todos os aspectos da vida.
Mas vejo que o importante é a atitude que tomamos perante os fatos que determina se uma situação será mais ou menos traumática, mais ou menos dolorosa. Creio que seja possível tirar uma boa lição de cada coisa que acontece conosco, se assumirmos uma postura de comandantes do nosso destino, deixando de lado a posição mais cômoda, a de vítimas. Fácil? Claro que não. É um exercício, que como deve ser, requer prática, a arte da persistência.
O sofrimento é uma opção de quem tem pena de si mesmo. O sofrimento não é um sinônimo da tristeza e sim, colocar-se no papel de vítima diante da tristeza, sucumbindo a ela. Tomando como exemplo a morte de um ente querido, a grande tristeza pela perda é natural, mas temos uma escolha a ser feita. Podemos começar por substituir a palavra “morte” por “passagem”, por exemplo, crendo que a vida do nosso ser amado não terminou, ele não morreu, só não pode mais ser visto, por enquanto. Sem a fé em algo maior que nós, fica difícil entender esta privação do contato com quem amamos, ficando assim, sem notícias. A outra opção é nos entregarmos ao sofrimento, lamentando a “perda” da pessoa, culpando a Deus por ter “tirado” a pessoa amada de nossas vidas e assim por diante.
É possível estar triste e feliz ao mesmo tempo. O contrário da felicidade não é a tristeza e sim a infelicidade. A tristeza é algo natural, nos faz refletir, ponderar. Já a infelicidade, creio ser uma opção. Pois infeliz é aquele que se entrega à amargura, ao ressentimento, ao sofrimento, infeliz é o descontente, que despreza a capacidade de ver o lado belo da vida.
Ao assumirmos uma maior atuação sobre o nosso centro de controle interno, conseguimos parar de culpar os fatores externos (uma determinada situação, os outros) pelos nossos insucessos e, mudando o foco para nós mesmos, conseguimos analisar como podemos agir, o que podemos mudar.
Às vezes passamos uma vida toda buscando a chave para abrir a porta para a felicidade. Mas a porta está trancada pelo lado de dentro... querer abri-la é nossa escolha.

Um exemplo de humildade

Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior. A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe. A sabedoria superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.

(Chico Xavier)

28 janeiro 2010

DESVENDANDO A MATRIX


A partir do momento em que tomamos consciência, que percebemos a real importância de nossa existência e de como somos responsáveis por cada etapa de nossa evolução, compreendemos quão iludidos estávamos, acomodados em nossos sofás ou, ainda pior, encenando um espetáculo feito marionetes manejadas por quem quer que seja: pai, mãe, cônjuge, sociedade, governo, dinheiro, títulos.
Hoje revi o filme Matrix. Considero este filme uma metáfora perfeita do que é a vida neste planeta, onde Neo, o personagem principal, tem um questionamento inquietante - o que é a Matrix? - que representa as perguntas básicas de quem deseja olhar
outside the box: “Quem somos nós? O que viemos fazer aqui? Quem ou o que é Deus? Porque nos criou?”. Essas perguntas feitas naturalmente por uma criança vão ficando adormecidas dentro de nós enquanto somos moldados pela sociedade materialista em que vivemos. E nos recusamos a mantê-las vivas, porque dá trabalho pensar, questionar, procurar uma explicação. É mais cômodo viver a vida prosaicamente. É o caminho mais fácil.
Voltando ao filme, fatos estranhos começam a acontecer com o personagem, que inicialmente tenta racionalizar a situação, procurando entender como aquelas pessoas sabem quem ele é, seu nome, seus questionamentos e tenta convencer a si mesmo de que aquilo tudo é loucura. Mas percebe que, apesar da dúvida, se ele não domar o medo e se entregar, não se perdoará por perder a chance de conhecer a verdade. Essa é a representação da fé, quando é preciso se permitir crer em algo que está além do alcance da mente lógica. É preciso sentir com o coração, com a alma, deixando julgamentos e idéias pré-concebidas de lado. É o crer para ver.
Quando Morpheus apresenta a ele uma pílula azul e outra vermelha, coloca em suas mãos uma decisão, sua única chance: se tomar a pílula azul esquecerá de tudo e passará a viver como todo mundo. Optando pela vermelha, Morpheus diz que o que pode oferecer é a verdade, nada mais que isso. Ele não sabe o que é a verdade, não sabe que conseqüências terá de enfrentar ao se deparar com ela, mas é um questionador nato e, obviamente, engole a
pílula vermelha sem hesitar.
E sua descoberta de que a referência humana de realidade não passa de um cenário virtual comandado pela imposição do medo, é exatamente o que acontece quando despertamos do estado hipnótico a que nos submetemos, aceitando valores ilusórios, meramente materiais. Não é fácil encarar esta nova perspectiva, perceber que a maioria ainda vive anestesiada e pior, que não querem sair do torpor.
As coisas só começam a funcionar para Neo quando ele realmente começa a acreditar que aquilo que ele está vivendo é o mundo real. Ele passa a acreditar em si mesmo, em sua capacidade de transcender os 5 sentidos e assume habilidades antes impensadas. A partir daí ele torna-se invencível, pois passa a enxergar as coisas como elas realmente são.
A vida nos apresenta algumas oportunidades, cabe a cada um escolher a cor da pílula e optar entre permanecer num estado latente ou a busca da verdade.
Quando eu vi a toca do coelho à minha frente, ouvi a pergunta: “Quão fundo você quer ir?”. “O mais fundo possível”, respondi a mim mesma. E durante a queda, não sabendo onde aquilo iria dar, hesitei por um segundo: “mas porque estou indo para baixo? Eu não deveria estar indo para cima?”. E naquele instante eu entendi que não estava indo pro fundo. Eu estava num mergulho profundo...