Há tanto dentro de mim que às vezes não cabe... é preciso extravasar...
Deixo aqui um pouco das minhas ideias, dos meus pensamentos. E também propago os ideais de famosos deste e de outros tempos, pois acreditar num mundo melhor ainda é vanguarda!






08 agosto 2011

We can't be ALONE
since we're ALL ONE

18 julho 2011

O Monge e o Escorpião

Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monje deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

— Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu: 

— Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.

13 julho 2011

Religião x Espiritualidade



















 

A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprende com o erro".

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro.

A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.


A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.

A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida!


(autor desconhecido)

21 março 2011

Nave Terra (Rita Lee)

Uma oração à nossa abençoada casa!


"Nave Terra, cheia de naureza
O sol é convosco
Bendita sois vós entre os planetas
Bendito é o fruto de vossa semente
Vida, vida, vida!


Santa Terra, mãe dos humanos
Providenciai por nós, mortais
Agora e na hora de nossa SORTE
Amém"

16 janeiro 2011

DESEJOS



Dia desses um estabelecimento comercial me chamou a atenção. Era daqueles que o programa Cidade Limpa, de São Paulo, não iria perdoar. Muitas imagens disputavam espaço na fachada, dentre elas um lustroso carro de luxo, uma bela casa, um dos parques do complexo Disney, uma cintura feminina bem delineada e envolta por uma fita métrica e, em letras destacadas: “Aqui seu sonho é possível”.
O estabelecimento abriga uma empresa de concessão de crédito pessoal e enquanto dirigia de volta pra casa me ocorreram algumas reflexões e comecei, então, a ponderar sobre os sonhos e desejos das pessoas hoje em dia.
Todos os “sonhos” estampados ali eram materiais, todos tinham de ser comprados, até mesmo o corpo perfeito, pois ali se estimulava a realização de uma cirurgia plástica, em busca da perfeição do “Eu material”. Claro, o negócio ali tratava de dinheiro ou do que pode-se obter através dele.
Mas, supondo que aparecesse um gênio na sua frente e lhe concedesse os tão almejados três desejos, o que você pediria? O que o tornaria feliz? Quais são os seus sonhos?
Você desejaria algo imaterial, como a paz no mundo (de uma vez por todas, sem volta)? Ou a extinção da fome? Ou a eliminação das doenças incuráveis? Ou ainda uma sociedade íntegra e justa, livre de preconceitos e julgamentos? Pensaria no todo, no coletivo?
Estamos vagando ao sabor das marés, num mar de consumismo e futilidades sociais, que afoga a verdadeira essência. Nos tornamos escravos da nossa própria ganância, que nos confunde no discernimento do que é realmente necessário. É sempre compre, compre, compre em vez de doe, doe, doe. Ter, ter, ter em vez de simplesmente... ser.
E por isso é tão simples constatar porque ninguém é feliz, já que insistimos em buscar a felicidade onde ela jamais esteve ou estará. Nos iludimos com falsas realizações, prazeres temporários e bens materiais, que satisfazem momentaneamente somente uma de nossas piores armadilhas, o ego.
Enquanto não mudarmos nosso foco para o que é realmente essencial, a busca pela felicidade será eterna.
Eu já fiz os meus pedidos. E os meus sonhos não tem preço.

"You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one
I hope someday you'll join us and the world will be as one."

29 dezembro 2010

Feliz 2011!

"Esse ano
Eu quero paz no meu coração..."





Assistam este video... e sintam-se abraçados. 
Feliz 2011!

28 dezembro 2010


 
"Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia construirei um castelo."
(Fernando Pessoa)

23 dezembro 2010

Neste Natal eu quero...
*mais encontros com família e amigos e menos shopping centers
*mais abraços e sorrisos sinceros e menos presentes
*mais Jesus e menos papai Noel
Afinal, qual o verdadeiro propósito desta festa? ;)

25 junho 2010

Panis et Circenses!

"Eu quis cantar minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer..."


Vivo rodeada de pessoas que moram na sala de jantar. Algumas tem passado a vida toda lá. Uma vida de detalhes, de minúcias. Ocupadas em nascer e morrer. Ou em não morrer. Mas deixando a essência afogada num mar de frivolidades, como se algo material pudesse suprir a carência de paz que vivemos. 
A plenitude não mora na sala de jantar.

"As folhas sabem procurar pelo sol e as raízes procurar, procurar..."

- Mas sem raízes uma árvore não para em pé - dirão uns.
Mas é preciso parar em pé? Stagnar, criar raízes, perder a mobilidade, privar-nos da liberdade?
O Espírito não tem tem raízes, não tem amarras, não entende limitações. O sustentáculo do Espírito é procurar o alto, em direção à luz.
A vastidão do Universo vai muito além das paredes da sala de jantar. E eu nasci pra folha, não pra raiz.

08 junho 2010

O Planeta é de todos



Este belíssimo vídeo, ilustrado com imagens encantadoras, narra trechos de profecias de nativos norte-americanos. Essas profecias nada tem de sensacionalismo, são apenas sinceros apelos para que tomemos consciência de que este Planeta é a nossa casa, é de todos que aqui habitam. Não há nada de novo ou de extraordinário sendo dito, mas infelizmente ainda é necessário e cada vez mais urgente que sigamos esta receita tão simples - e tão inconsequentemente ignorada - de vivermos em harmonia com toda a Criação.

*caso tenha problemas de visualização, acesse o link diretamente do You Tube: http://www.youtube.com/watch?v=QlpB3PKZ9pU


01 junho 2010



A simplicidade é o último degrau

da escada da sabedoria.


(Khalil Gibran)



30 maio 2010


Daltonismo
Olhe de novo:
não existem
brancos.
não existem
amarelos.
não existem
negros.somos todos arco-íris.
(Ulisses Tavares)

Até quando os preconceitos de cor e raça? Até quando priorizar a roupa que cobre a essência? Até quando fingir que não somos uma só família, filhos do mesmo Pai e Mãe e morando na mesma casa?

18 maio 2010

A Fábula dos Dois Lobos









Uma noite, um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.
Ele disse:
- Meu filho, a batalha é entre dois lobos dentro de todos nós.
Um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o orgulho falso, a superioridade e o ego.
O outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:
- Qual o lobo que vence?
O velho Cherokee simplesmente respondeu:
- O que você alimenta.


17 maio 2010

Miopia existencial


"Quando o sábio aponta a lua
o tolo olha para o dedo."
(ditado zen)


12 maio 2010

A DÁDIVA DO ESQUECIMENTO


Quando consideramos a multiplicidade das existências é natural que a qualquer hora sejamos surpreendidos por uma profunda dúvida: “Porque então não nos lembramos de nada do que já vivemos?”.

Eu já passei algum tempo com essa questão me rondando, porém não tive ímpetos de me aventurar no desvendar do passado, acreditando que, se chegamos aqui sem nos lembrar, melhor é conformar-se e deixar tudo como está.

Com o passar do tempo, a leitura de alguns bons livros e a conexão com a espiritualidade me esclareceram e fizeram serenar minhas inquietações a esse respeito.

Compreendi que o esquecimento é uma dádiva divina, uma oportunidade justa de pormos à prova nosso comprometimento em fazer a coisa certa desta vez. Se chegássemos aqui sabendo o que viemos resgatar não haveria mérito no cumprimento da tarefa. A verdadeira prova é estarmos submetidos às vibrações inferiores da Terra e ainda assim sustentarmos a firmeza nos propósitos assumidos para esta vida, enfrentando a dura caminhada e escapando ilesos da tentação de sucumbir aos atalhos fáceis. A máxima “eu não pedi pra nascer” já virou lenda e quem se apega a essa crença está desperdiçando a chance de saber a que veio. Acredito que se estamos aqui é por nossa própria escolha, pois temos ciência de nossas dívidas com o planeta ou com nossos semelhantes e mais, aceitamos, e até pedimos, as condições em que nascemos ou que nos são apresentadas durante a vida.

Sendo a existência uma constante evolução não é difícil imaginar que já fomos seres menos esclarecidos e menos conscientes do que somos hoje. Então, o esquecimento torna-se fundamental, pois se acaso soubéssemos os males que já causamos a outros e/ou a nós mesmos, talvez ficássemos remoendo as culpas sem conseguir prosperar. Retornar livre do pesado fardo das memórias é ter a chance de poder re-pintar um velho quadro com novas tintas.

Além de esquecermos nosso passado, acabamos nos esquecendo também da nossa missão pessoal, o motivo-chave que nos trouxe até aqui, nosso papel no mundo. Muitas pessoas sentem uma ansiedade, uma sensação incômoda a lhes acompanhar e por vezes passam a vida toda sem descobrir que o desconforto é a luta que está sendo travada entre a consciência e as atitudes, por estar trilhando um caminho diferente da rota traçada no plano espiritual. O segredo é querer saber “o que eu vim fazer aqui?”, pois ao contrário da necessidade de esquecimento do passado, a busca pela missão é o alimento do Espírito e descobri-la é a força-motriz que nos impulsiona à ação e nos coloca a trilhar o caminho reto. Reto, certeiro, sem desvios e na retidão da conduta.

Recordar a missão é possibilidade ao alcance de qualquer um que tenha um desejo legítimo de desvendá-la. E é fantástico quando isso acontece, a vida colore-se, portas vão se abrindo e ligando fatos, pessoas, acontecimentos, tudo passa a fazer sentido, e as dificuldades são encaradas com abnegação e coragem, não com temor ou desânimo. E a chave que abre a porta que guarda sua missão é a fé.

Se estamos aqui hoje, nossa história já tem grosso livro escrito. E essa vida é uma página em branco oferecida generosamente por Deus para escrevermos um novo belo capítulo da nossa existência.

O que você pretende deixar escrito sobre você?

E, parafraseando Chico Xavier - ou Emmanuel -: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora, a fazer um novo final”.


06 maio 2010

Água da Paz

Uma lição para levar por toda vida!


Em torno da mediunidade, improvisavam-se, ao redor de Chico Xavier, acesas discussões. É, não é. Viu, não viu. E o médium sofria, por vezes, longas irritações, a fim de se explicar sem ser compreendido. Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito.

Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus, mãe de Chico, compareceu e aconselhou-lhe:
- Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.
O Médium, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada. Ao fim de duas semanas, comunicou à genitora desencarnada o fracasso da busca. Dona Maria sorriu e informou:
- Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.

O Médium baixou então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da
humildade e do silêncio.


05 maio 2010

Multipliquei-me
para me sentir,
para me sentir
precisei sentir tudo,
transbordei,
não fiz senão extravasar-me,
despi-me, entreguei-me,
e há, em cada canto da minha alma,
um altar a um deus diferente.

(Fernando Pessoa)












Tolerância religiosa; como isso pode ser tão complicado?

Se o propósito da religião alheia for o bem, que sentido há em criticá-la?
Que importância tem se o nome do deus é Jesus, Buda, Oxalá, Tupã, Alá ou Jeová? Eles não trazem as mesmas mensagens de formas diferentes?
Há nexo em julgar o seu Deus melhor que o do outro, se foi o mesmo Deus – não importa o nome que o chame - quem nos criou?
Quantos atos absurdos já foram cometidos tendo Deus como justificativa?
O que devemos parecer aos olhos do Criador, julgando, condenando, punindo e agredindo para impor ao outro uma versão de Deus?

Situações sem sentido, perguntas sem resposta...

___________________

Giberto Gil e Marisa Monte interpretam lindamente este poema musicado, que cita 77 nomes de Deus, um tributo ecumênico em nome da paz universal entre crenças.


03 maio 2010

NOSSO LAR

Terminei recentemente a leitura de Nosso Lar, livro psicografado por Chico Xavier, uma obra a ser lida e estudada.
Ditada pelo espírito André Luiz, a história relata sua própria experiência de desencarne e as surpresas diante do que encontra “do lado de lá”.
O relato nos chama à responsabilidade da vida, a dádiva que é a oportunidade de estarmos encarnados, como mais uma chance de desfazer os nós que criamos no passado, reparando velhos erros e injustiças cometidas.
Para sua surpresa, ele constata que a evolução espiritual após deixar o corpo físico depende de incessante trabalho, de doação fraternal, de abnegação.
Esse livro atende às minhas crenças da continuidade ativa e evolutiva da vida e chego à conclusão que chamar a viagem do espírito de volta pra casa de morte é um dos nossos maiores equívocos. Assim como “descanse em paz” seja, talvez, um dos epitáfios mais descabidos. Creio que mais adequado seria “bom retorno e bom trabalho”!

Considerado uma das obras mais importantes do Espiritismo, Nosso Lar virou filme, com estréia prevista para setembro deste ano. O trailer, por si só, já é emocionante, mostrando que o filme promete ser, também, um dos grandes sucessos do cinema nacional.

23 abril 2010

Meditação Transcendental

Para meditar,
o
homus modernus ocidentalis
cruza as pernas
deixa as costas eretas
os braços relaxados
concentra a atenção num ponto
e, assim imóvel em
pensamento e ação,
liga a televisão.

(Ulisses Tavares)

A TELEVISÃO ME DEIXOU BURRO MUITO BURRO DEMAIS

Há algum tempo resolvi parar de ler jornais e de acompanhar os noticiários. Aliás, praticamente não assisto mais televisão.

Confesso que, tempos atrás assistia novelas e alguns seriados, como se fosse uma necessidade básica de integração social, pra não ficar por fora do papo com os colegas de trabalho na hora do almoço. Hã... é... tudo bem, assumo a tentativa de dissimulação; assistia porque gostava mesmo.

Porém, em determinada fase da minha vida, quando comecei meu despertar para horizontes além da antena parabólica, uma certa vergonha de assumir que era telespectadora destes programas foi se apossando de mim. Até que finalmente, num ímpeto libertador, troquei a TV pelos livros e só então dei conta da tamanha perda de tempo com assuntos que não me acrescentavam absolutamente nada! Ao contrário, quando ouço pessoas comentando sobre o capítulo da novela, vejo quão negativa é a influência deste tipo de programa no comportamento social, banalizando atitudes no mínimo desprezíveis como traições, mentiras, trapaças, violência, e até mesmo assassinatos.

Os incontáveis programas de auditório, comandados por apresentadores de talento e/ou QI duvidoso, reeditaram a velha e desgastada fórmula música e performances e tornaram-se palcos para sensacionalismos baratos, enquanto outros servem de tanque para “lavar roupa-suja” de gente que precisa dividir suas crises domésticas com o Brasil todo. Ainda não cheguei à conclusão se é falta de dignidade ou reivindicação aos 15 minutos de fama profetizados por Andy Warhol.

E o que dizer sobre a proliferação dos reality-shows? Um modismo que vem satisfazer uma massa que se afeiçoou ao não pensar. Uma receita eficaz para fazer com que as pessoas se interessem cada vez mais em comentar e criticar a vida. Dos outros. E, obviamente isso ultrapassa o limite do próprio sofá, gerando análises incrivelmente fúteis sobre o flagra da cantora famosa, a roupa da vizinha, o carro do cunhado e outras infindáveis observações de total irrelevância para quem ouve, assim como para quem as profere. Ou se preferir a definição popular, a fofoca.

É lamentável o fato que entre as dez revistas mais lidas no Brasil sejam seis delas destinadas a invadir a privacidade e escarafunchar a vida alheia. É preocupante constatar que no “horário nobre” da TV aberta, em que se concentra a maior audiência televisiva, os programas sejam ou as lastimáveis novelas ou os telejornais recheados de notícias que pretendem mais impressionar que informar.

O que se pode esperar, em termos de consciência político-sócio-ambiental, de um povo que deglute satisfeito todas essas mazelas?

O poder da mídia é inquestionável e, portanto, traz consigo enorme responsabilidade, já que toda notícia ou matéria expressa uma versão de um fato e não propriamente o fato. Por incontáveis vezes, quando coloquei em dúvida a veracidade de alguma reportagem - mencionando que uma publicação nada mais é do que uma opinião pessoal e parcial de quem tem espaço na mídia ou paga por isso – invariavelmente ouvi a mesma resposta: “claro que é verdade, pois saiu no jornal!”. Dessa forma, a mídia detem a decisão de dominar ou instruir, de manipular ou esclarecer de impressionar ou informar. Perde, no entanto, valiosas oportunidades de agir em favor de melhorias do senso comum, de trabalhar para elevar os valores morais da população, de educar cidadãos, alertando sobre o impacto de suas atitudes no coletivo e orientar suas atitudes para o bem comum. Poderia ser sensacional, mas opta por ser sensacionalista.

Para alguns, após a minha decisão me tornei alienada, mal-informada. Bem, acreditando que o homem é produto do meio, penso que cada um possa ser responsável por moldar o seu meio, mediante as escolhas do que deixa influenciar a sua vida. Gentileza gera gentileza, assim como gente lesa gera gente lesa. Eu fico com a primeira turma.

No meu entender, as pessoas que não questionam a qualidade da atual mídia é que sofrem de alienação sobre o verdadeiro sentido da vida. Eu optei apenas por não mais servir de marionete.