Há tanto dentro de mim que às vezes não cabe... é preciso extravasar...
Deixo aqui um pouco das minhas ideias, dos meus pensamentos. E também propago os ideais de famosos deste e de outros tempos, pois acreditar num mundo melhor ainda é vanguarda!






30 maio 2010


Daltonismo
Olhe de novo:
não existem
brancos.
não existem
amarelos.
não existem
negros.somos todos arco-íris.
(Ulisses Tavares)

Até quando os preconceitos de cor e raça? Até quando priorizar a roupa que cobre a essência? Até quando fingir que não somos uma só família, filhos do mesmo Pai e Mãe e morando na mesma casa?

18 maio 2010

A Fábula dos Dois Lobos









Uma noite, um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.
Ele disse:
- Meu filho, a batalha é entre dois lobos dentro de todos nós.
Um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o orgulho falso, a superioridade e o ego.
O outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:
- Qual o lobo que vence?
O velho Cherokee simplesmente respondeu:
- O que você alimenta.


17 maio 2010

Miopia existencial


"Quando o sábio aponta a lua
o tolo olha para o dedo."
(ditado zen)


12 maio 2010

A DÁDIVA DO ESQUECIMENTO


Quando consideramos a multiplicidade das existências é natural que a qualquer hora sejamos surpreendidos por uma profunda dúvida: “Porque então não nos lembramos de nada do que já vivemos?”.

Eu já passei algum tempo com essa questão me rondando, porém não tive ímpetos de me aventurar no desvendar do passado, acreditando que, se chegamos aqui sem nos lembrar, melhor é conformar-se e deixar tudo como está.

Com o passar do tempo, a leitura de alguns bons livros e a conexão com a espiritualidade me esclareceram e fizeram serenar minhas inquietações a esse respeito.

Compreendi que o esquecimento é uma dádiva divina, uma oportunidade justa de pormos à prova nosso comprometimento em fazer a coisa certa desta vez. Se chegássemos aqui sabendo o que viemos resgatar não haveria mérito no cumprimento da tarefa. A verdadeira prova é estarmos submetidos às vibrações inferiores da Terra e ainda assim sustentarmos a firmeza nos propósitos assumidos para esta vida, enfrentando a dura caminhada e escapando ilesos da tentação de sucumbir aos atalhos fáceis. A máxima “eu não pedi pra nascer” já virou lenda e quem se apega a essa crença está desperdiçando a chance de saber a que veio. Acredito que se estamos aqui é por nossa própria escolha, pois temos ciência de nossas dívidas com o planeta ou com nossos semelhantes e mais, aceitamos, e até pedimos, as condições em que nascemos ou que nos são apresentadas durante a vida.

Sendo a existência uma constante evolução não é difícil imaginar que já fomos seres menos esclarecidos e menos conscientes do que somos hoje. Então, o esquecimento torna-se fundamental, pois se acaso soubéssemos os males que já causamos a outros e/ou a nós mesmos, talvez ficássemos remoendo as culpas sem conseguir prosperar. Retornar livre do pesado fardo das memórias é ter a chance de poder re-pintar um velho quadro com novas tintas.

Além de esquecermos nosso passado, acabamos nos esquecendo também da nossa missão pessoal, o motivo-chave que nos trouxe até aqui, nosso papel no mundo. Muitas pessoas sentem uma ansiedade, uma sensação incômoda a lhes acompanhar e por vezes passam a vida toda sem descobrir que o desconforto é a luta que está sendo travada entre a consciência e as atitudes, por estar trilhando um caminho diferente da rota traçada no plano espiritual. O segredo é querer saber “o que eu vim fazer aqui?”, pois ao contrário da necessidade de esquecimento do passado, a busca pela missão é o alimento do Espírito e descobri-la é a força-motriz que nos impulsiona à ação e nos coloca a trilhar o caminho reto. Reto, certeiro, sem desvios e na retidão da conduta.

Recordar a missão é possibilidade ao alcance de qualquer um que tenha um desejo legítimo de desvendá-la. E é fantástico quando isso acontece, a vida colore-se, portas vão se abrindo e ligando fatos, pessoas, acontecimentos, tudo passa a fazer sentido, e as dificuldades são encaradas com abnegação e coragem, não com temor ou desânimo. E a chave que abre a porta que guarda sua missão é a fé.

Se estamos aqui hoje, nossa história já tem grosso livro escrito. E essa vida é uma página em branco oferecida generosamente por Deus para escrevermos um novo belo capítulo da nossa existência.

O que você pretende deixar escrito sobre você?

E, parafraseando Chico Xavier - ou Emmanuel -: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora, a fazer um novo final”.


06 maio 2010

Água da Paz

Uma lição para levar por toda vida!


Em torno da mediunidade, improvisavam-se, ao redor de Chico Xavier, acesas discussões. É, não é. Viu, não viu. E o médium sofria, por vezes, longas irritações, a fim de se explicar sem ser compreendido. Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito.

Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus, mãe de Chico, compareceu e aconselhou-lhe:
- Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.
O Médium, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada. Ao fim de duas semanas, comunicou à genitora desencarnada o fracasso da busca. Dona Maria sorriu e informou:
- Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.

O Médium baixou então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da
humildade e do silêncio.


05 maio 2010

Multipliquei-me
para me sentir,
para me sentir
precisei sentir tudo,
transbordei,
não fiz senão extravasar-me,
despi-me, entreguei-me,
e há, em cada canto da minha alma,
um altar a um deus diferente.

(Fernando Pessoa)












Tolerância religiosa; como isso pode ser tão complicado?

Se o propósito da religião alheia for o bem, que sentido há em criticá-la?
Que importância tem se o nome do deus é Jesus, Buda, Oxalá, Tupã, Alá ou Jeová? Eles não trazem as mesmas mensagens de formas diferentes?
Há nexo em julgar o seu Deus melhor que o do outro, se foi o mesmo Deus – não importa o nome que o chame - quem nos criou?
Quantos atos absurdos já foram cometidos tendo Deus como justificativa?
O que devemos parecer aos olhos do Criador, julgando, condenando, punindo e agredindo para impor ao outro uma versão de Deus?

Situações sem sentido, perguntas sem resposta...

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Giberto Gil e Marisa Monte interpretam lindamente este poema musicado, que cita 77 nomes de Deus, um tributo ecumênico em nome da paz universal entre crenças.


03 maio 2010

NOSSO LAR

Terminei recentemente a leitura de Nosso Lar, livro psicografado por Chico Xavier, uma obra a ser lida e estudada.
Ditada pelo espírito André Luiz, a história relata sua própria experiência de desencarne e as surpresas diante do que encontra “do lado de lá”.
O relato nos chama à responsabilidade da vida, a dádiva que é a oportunidade de estarmos encarnados, como mais uma chance de desfazer os nós que criamos no passado, reparando velhos erros e injustiças cometidas.
Para sua surpresa, ele constata que a evolução espiritual após deixar o corpo físico depende de incessante trabalho, de doação fraternal, de abnegação.
Esse livro atende às minhas crenças da continuidade ativa e evolutiva da vida e chego à conclusão que chamar a viagem do espírito de volta pra casa de morte é um dos nossos maiores equívocos. Assim como “descanse em paz” seja, talvez, um dos epitáfios mais descabidos. Creio que mais adequado seria “bom retorno e bom trabalho”!

Considerado uma das obras mais importantes do Espiritismo, Nosso Lar virou filme, com estréia prevista para setembro deste ano. O trailer, por si só, já é emocionante, mostrando que o filme promete ser, também, um dos grandes sucessos do cinema nacional.