
Quem é você?
O que você responde ao ouvir esta pergunta? É bem provável que, sem muito pensar, você se auto-defina por sua profissão, cargo ou título, num resumo simplista e mecânico.
Mas quem é você realmente? Quem é o seu EU essencial?
Qualquer descrição e até mesmo nosso nome são limitantes e nos enquadram com uma moldura ilusória dentro do que usamos chamar de realidade. Não somos José ou Maria, apenas estamos José ou Maria.
O questionamento “quem sou eu?” é a pergunta essencial do ser humano e nos conduz a duas buscas intrínsecas: acerca de nós mesmos, já que nos convida a um mergulho interior (quem sou eu essencialmente) e, ao mesmo tempo, busca sentido para o nosso papel no todo (quem sou eu nesse mundo, o que faço aqui, porque existo).
O filósofo grego Sócrates, ao consultar o oráculo no templo de Apolo, deparou com uma inscrição situada acima do portal de entrada: Nosce te ipsum – Conhece-te a ti mesmo -, que tornou-se as bases de sua filosofia, tal a importância desse questionamento.
Todas as respostas já estão dentro de nós, toda a verdade universal, assim como o amor e a consciência divina e nosso papel aqui é a eterna busca por aprender a acessá-las completamente.
A pergunta complementar a “quem sou eu?”, é “o que eu quero ser quando crescer?” (espiritualmente), que me remete ao maravilhoso pensamento de Dom Bosco: “O que somos é um presente de Deus, o que nos tornamos é o nosso presente para Ele”.
Conhece-te a ti mesmo!
Eu, particularmente, não sei se alcançarei essa compreensão tão logo, mas jamais desistirei de tentar.

