"Eu quis cantar minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas da sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer..."
Vivo rodeada de pessoas que moram na sala de jantar. Algumas tem passado a vida toda lá. Uma vida de detalhes, de minúcias. Ocupadas em nascer e morrer. Ou em não morrer. Mas deixando a essência afogada num mar de frivolidades, como se algo material pudesse suprir a carência de paz que vivemos.
A plenitude não mora na sala de jantar.
"As folhas sabem procurar pelo sol e as raízes procurar, procurar..."
- Mas sem raízes uma árvore não para em pé - dirão uns.
Mas é preciso parar em pé? Stagnar, criar raízes, perder a mobilidade, privar-nos da liberdade?
O Espírito não tem tem raízes, não tem amarras, não entende limitações. O sustentáculo do Espírito é procurar o alto, em direção à luz.
A vastidão do Universo vai muito além das paredes da sala de jantar. E eu nasci pra folha, não pra raiz.
25 junho 2010
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