Há tanto dentro de mim que às vezes não cabe... é preciso extravasar...
Deixo aqui um pouco das minhas ideias, dos meus pensamentos. E também propago os ideais de famosos deste e de outros tempos, pois acreditar num mundo melhor ainda é vanguarda!






12 maio 2010

A DÁDIVA DO ESQUECIMENTO


Quando consideramos a multiplicidade das existências é natural que a qualquer hora sejamos surpreendidos por uma profunda dúvida: “Porque então não nos lembramos de nada do que já vivemos?”.

Eu já passei algum tempo com essa questão me rondando, porém não tive ímpetos de me aventurar no desvendar do passado, acreditando que, se chegamos aqui sem nos lembrar, melhor é conformar-se e deixar tudo como está.

Com o passar do tempo, a leitura de alguns bons livros e a conexão com a espiritualidade me esclareceram e fizeram serenar minhas inquietações a esse respeito.

Compreendi que o esquecimento é uma dádiva divina, uma oportunidade justa de pormos à prova nosso comprometimento em fazer a coisa certa desta vez. Se chegássemos aqui sabendo o que viemos resgatar não haveria mérito no cumprimento da tarefa. A verdadeira prova é estarmos submetidos às vibrações inferiores da Terra e ainda assim sustentarmos a firmeza nos propósitos assumidos para esta vida, enfrentando a dura caminhada e escapando ilesos da tentação de sucumbir aos atalhos fáceis. A máxima “eu não pedi pra nascer” já virou lenda e quem se apega a essa crença está desperdiçando a chance de saber a que veio. Acredito que se estamos aqui é por nossa própria escolha, pois temos ciência de nossas dívidas com o planeta ou com nossos semelhantes e mais, aceitamos, e até pedimos, as condições em que nascemos ou que nos são apresentadas durante a vida.

Sendo a existência uma constante evolução não é difícil imaginar que já fomos seres menos esclarecidos e menos conscientes do que somos hoje. Então, o esquecimento torna-se fundamental, pois se acaso soubéssemos os males que já causamos a outros e/ou a nós mesmos, talvez ficássemos remoendo as culpas sem conseguir prosperar. Retornar livre do pesado fardo das memórias é ter a chance de poder re-pintar um velho quadro com novas tintas.

Além de esquecermos nosso passado, acabamos nos esquecendo também da nossa missão pessoal, o motivo-chave que nos trouxe até aqui, nosso papel no mundo. Muitas pessoas sentem uma ansiedade, uma sensação incômoda a lhes acompanhar e por vezes passam a vida toda sem descobrir que o desconforto é a luta que está sendo travada entre a consciência e as atitudes, por estar trilhando um caminho diferente da rota traçada no plano espiritual. O segredo é querer saber “o que eu vim fazer aqui?”, pois ao contrário da necessidade de esquecimento do passado, a busca pela missão é o alimento do Espírito e descobri-la é a força-motriz que nos impulsiona à ação e nos coloca a trilhar o caminho reto. Reto, certeiro, sem desvios e na retidão da conduta.

Recordar a missão é possibilidade ao alcance de qualquer um que tenha um desejo legítimo de desvendá-la. E é fantástico quando isso acontece, a vida colore-se, portas vão se abrindo e ligando fatos, pessoas, acontecimentos, tudo passa a fazer sentido, e as dificuldades são encaradas com abnegação e coragem, não com temor ou desânimo. E a chave que abre a porta que guarda sua missão é a fé.

Se estamos aqui hoje, nossa história já tem grosso livro escrito. E essa vida é uma página em branco oferecida generosamente por Deus para escrevermos um novo belo capítulo da nossa existência.

O que você pretende deixar escrito sobre você?

E, parafraseando Chico Xavier - ou Emmanuel -: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora, a fazer um novo final”.


06 maio 2010

Água da Paz

Uma lição para levar por toda vida!


Em torno da mediunidade, improvisavam-se, ao redor de Chico Xavier, acesas discussões. É, não é. Viu, não viu. E o médium sofria, por vezes, longas irritações, a fim de se explicar sem ser compreendido. Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito.

Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus, mãe de Chico, compareceu e aconselhou-lhe:
- Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.
O Médium, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada. Ao fim de duas semanas, comunicou à genitora desencarnada o fracasso da busca. Dona Maria sorriu e informou:
- Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.

O Médium baixou então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da
humildade e do silêncio.


05 maio 2010

Multipliquei-me
para me sentir,
para me sentir
precisei sentir tudo,
transbordei,
não fiz senão extravasar-me,
despi-me, entreguei-me,
e há, em cada canto da minha alma,
um altar a um deus diferente.

(Fernando Pessoa)












Tolerância religiosa; como isso pode ser tão complicado?

Se o propósito da religião alheia for o bem, que sentido há em criticá-la?
Que importância tem se o nome do deus é Jesus, Buda, Oxalá, Tupã, Alá ou Jeová? Eles não trazem as mesmas mensagens de formas diferentes?
Há nexo em julgar o seu Deus melhor que o do outro, se foi o mesmo Deus – não importa o nome que o chame - quem nos criou?
Quantos atos absurdos já foram cometidos tendo Deus como justificativa?
O que devemos parecer aos olhos do Criador, julgando, condenando, punindo e agredindo para impor ao outro uma versão de Deus?

Situações sem sentido, perguntas sem resposta...

___________________

Giberto Gil e Marisa Monte interpretam lindamente este poema musicado, que cita 77 nomes de Deus, um tributo ecumênico em nome da paz universal entre crenças.


03 maio 2010

NOSSO LAR

Terminei recentemente a leitura de Nosso Lar, livro psicografado por Chico Xavier, uma obra a ser lida e estudada.
Ditada pelo espírito André Luiz, a história relata sua própria experiência de desencarne e as surpresas diante do que encontra “do lado de lá”.
O relato nos chama à responsabilidade da vida, a dádiva que é a oportunidade de estarmos encarnados, como mais uma chance de desfazer os nós que criamos no passado, reparando velhos erros e injustiças cometidas.
Para sua surpresa, ele constata que a evolução espiritual após deixar o corpo físico depende de incessante trabalho, de doação fraternal, de abnegação.
Esse livro atende às minhas crenças da continuidade ativa e evolutiva da vida e chego à conclusão que chamar a viagem do espírito de volta pra casa de morte é um dos nossos maiores equívocos. Assim como “descanse em paz” seja, talvez, um dos epitáfios mais descabidos. Creio que mais adequado seria “bom retorno e bom trabalho”!

Considerado uma das obras mais importantes do Espiritismo, Nosso Lar virou filme, com estréia prevista para setembro deste ano. O trailer, por si só, já é emocionante, mostrando que o filme promete ser, também, um dos grandes sucessos do cinema nacional.

23 abril 2010

Meditação Transcendental

Para meditar,
o
homus modernus ocidentalis
cruza as pernas
deixa as costas eretas
os braços relaxados
concentra a atenção num ponto
e, assim imóvel em
pensamento e ação,
liga a televisão.

(Ulisses Tavares)

A TELEVISÃO ME DEIXOU BURRO MUITO BURRO DEMAIS

Há algum tempo resolvi parar de ler jornais e de acompanhar os noticiários. Aliás, praticamente não assisto mais televisão.

Confesso que, tempos atrás assistia novelas e alguns seriados, como se fosse uma necessidade básica de integração social, pra não ficar por fora do papo com os colegas de trabalho na hora do almoço. Hã... é... tudo bem, assumo a tentativa de dissimulação; assistia porque gostava mesmo.

Porém, em determinada fase da minha vida, quando comecei meu despertar para horizontes além da antena parabólica, uma certa vergonha de assumir que era telespectadora destes programas foi se apossando de mim. Até que finalmente, num ímpeto libertador, troquei a TV pelos livros e só então dei conta da tamanha perda de tempo com assuntos que não me acrescentavam absolutamente nada! Ao contrário, quando ouço pessoas comentando sobre o capítulo da novela, vejo quão negativa é a influência deste tipo de programa no comportamento social, banalizando atitudes no mínimo desprezíveis como traições, mentiras, trapaças, violência, e até mesmo assassinatos.

Os incontáveis programas de auditório, comandados por apresentadores de talento e/ou QI duvidoso, reeditaram a velha e desgastada fórmula música e performances e tornaram-se palcos para sensacionalismos baratos, enquanto outros servem de tanque para “lavar roupa-suja” de gente que precisa dividir suas crises domésticas com o Brasil todo. Ainda não cheguei à conclusão se é falta de dignidade ou reivindicação aos 15 minutos de fama profetizados por Andy Warhol.

E o que dizer sobre a proliferação dos reality-shows? Um modismo que vem satisfazer uma massa que se afeiçoou ao não pensar. Uma receita eficaz para fazer com que as pessoas se interessem cada vez mais em comentar e criticar a vida. Dos outros. E, obviamente isso ultrapassa o limite do próprio sofá, gerando análises incrivelmente fúteis sobre o flagra da cantora famosa, a roupa da vizinha, o carro do cunhado e outras infindáveis observações de total irrelevância para quem ouve, assim como para quem as profere. Ou se preferir a definição popular, a fofoca.

É lamentável o fato que entre as dez revistas mais lidas no Brasil sejam seis delas destinadas a invadir a privacidade e escarafunchar a vida alheia. É preocupante constatar que no “horário nobre” da TV aberta, em que se concentra a maior audiência televisiva, os programas sejam ou as lastimáveis novelas ou os telejornais recheados de notícias que pretendem mais impressionar que informar.

O que se pode esperar, em termos de consciência político-sócio-ambiental, de um povo que deglute satisfeito todas essas mazelas?

O poder da mídia é inquestionável e, portanto, traz consigo enorme responsabilidade, já que toda notícia ou matéria expressa uma versão de um fato e não propriamente o fato. Por incontáveis vezes, quando coloquei em dúvida a veracidade de alguma reportagem - mencionando que uma publicação nada mais é do que uma opinião pessoal e parcial de quem tem espaço na mídia ou paga por isso – invariavelmente ouvi a mesma resposta: “claro que é verdade, pois saiu no jornal!”. Dessa forma, a mídia detem a decisão de dominar ou instruir, de manipular ou esclarecer de impressionar ou informar. Perde, no entanto, valiosas oportunidades de agir em favor de melhorias do senso comum, de trabalhar para elevar os valores morais da população, de educar cidadãos, alertando sobre o impacto de suas atitudes no coletivo e orientar suas atitudes para o bem comum. Poderia ser sensacional, mas opta por ser sensacionalista.

Para alguns, após a minha decisão me tornei alienada, mal-informada. Bem, acreditando que o homem é produto do meio, penso que cada um possa ser responsável por moldar o seu meio, mediante as escolhas do que deixa influenciar a sua vida. Gentileza gera gentileza, assim como gente lesa gera gente lesa. Eu fico com a primeira turma.

No meu entender, as pessoas que não questionam a qualidade da atual mídia é que sofrem de alienação sobre o verdadeiro sentido da vida. Eu optei apenas por não mais servir de marionete.


22 abril 2010

Dia da Terra




"O mundo não é uma herança de seus pais, mas um empréstimo de seus filhos."







Esta lúcida citação do naturalista John James Audubon, data de 1800 e é provável que quando foi proferida não fosse tão necessária como agora.
Para refletir... no Dia da Terra.


12 abril 2010

Chico Xavier, o Filme


Fui assistir
Chico Xavier no cinema e recebi uma linda lição de humildade e entrega à própria missão. Ainda que isso custe a privação do convívio com a família e o questionamento de sua honestidade pela maioria de uma nação.
Recomendo!

25 março 2010

NOSCE TE IPSUM

Quem é você?

O que você responde ao ouvir esta pergunta? É bem provável que, sem muito pensar, você se auto-defina por sua profissão, cargo ou título, num resumo simplista e mecânico.

Mas quem é você realmente? Quem é o seu EU essencial?

Qualquer descrição e até mesmo nosso nome são limitantes e nos enquadram com uma moldura ilusória dentro do que usamos chamar de realidade. Não somos José ou Maria, apenas estamos José ou Maria.

O questionamento “quem sou eu?” é a pergunta essencial do ser humano e nos conduz a duas buscas intrínsecas: acerca de nós mesmos, já que nos convida a um mergulho interior (quem sou eu essencialmente) e, ao mesmo tempo, busca sentido para o nosso papel no todo (quem sou eu nesse mundo, o que faço aqui, porque existo).

O filósofo grego Sócrates, ao consultar o oráculo no templo de Apolo, deparou com uma inscrição situada acima do portal de entrada: Nosce te ipsum – Conhece-te a ti mesmo -, que tornou-se as bases de sua filosofia, tal a importância desse questionamento.

Todas as respostas já estão dentro de nós, toda a verdade universal, assim como o amor e a consciência divina e nosso papel aqui é a eterna busca por aprender a acessá-las completamente.

A pergunta complementar a “quem sou eu?”, é “o que eu quero ser quando crescer?” (espiritualmente), que me remete ao maravilhoso pensamento de Dom Bosco: “O que somos é um presente de Deus, o que nos tornamos é o nosso presente para Ele”.

Conhece-te a ti mesmo!

Eu, particularmente, não sei se alcançarei essa compreensão tão logo, mas jamais desistirei de tentar.



Quem sou eu? É a única pergunta que vale a pena ser feita e a única que jamais é respondida.

É seu destino desempenhar uma infinidade de papéis, mas esses papéis não são você.

Um Mago não acredita ser um evento localizado que sonha com um mundo maior. Um Mago é um mundo que sonha com eventos localizados.





Trecho extraído do livro

O Caminho do Mago,

de Deepak Chopra

16 março 2010

"O rio passa ao lado de uma árvore, cumprimenta-a, alimenta-a, dá-lhe água... e vai em frente, dançando. Ele não se prende à árvore.
A árvore deixa cair suas flores sobre o rio em profunda gratidão,
e o rio segue em frente. O vento chega, dança ao redor da árvore e segue em frente.

E a árvore empresta o seu perfume ao vento...

Se a humanidade crescesse, amadurecesse, essa seria a maneira de amar."


(Osho)




Ensinamentos para uma vida mais consciente, plena e equilibrada



Desconheço a autoria deste texto, porém seus ensinamentos possuem chaves importantes para quem está na constante busca de auto-aperfeiçoamento.


Ensinamentos para uma vida mais consciente, plena e equilibrada

1. Todos nós, ao nascer, ganhamos um espelho. Este espelho é, então, colado no nosso peito. E assim vivemos toda a nossa vida, refletindo o outro e vendo no (espelho do) outro o nosso reflexo. Hermann Hesse disse : “Se você odeia uma pessoa, odeia algo nela que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda.”
Viver considerando isto, vai desenvolvendo nossa compaixão, nossa tolerância, nossa empatia e nossa solidariedade para com as nossas fraquezas e dificuldades e as dos outros.

2. Cem por cento do que somos e vivemos (inclusive o que supomos ser acidentes) é fruto de nossas escolhas e opções. Conscientes ou inconscientes. Desta ou de outras vidas.
Viver consciente disto desenvolve nosso discernimento e nossa responsabilidade para com a vida, com as pessoas e com nossas atitudes.

3. Livre-se da culpa. A única função da culpa é manter sua auto-estima baixa (por isso algumas religiões fomentam a idéia da culpa para assim manter poder). Transmute a culpa por responsabilidade. Ninguém é culpado de absolutamente nada, mas todos são completamente responsáveis por tudo.
Viver assim te torna mais atento e cuidadoso para com toda a existência.

4. Desenvolva a aceitação. Sempre que entramos em contato com alguma dificuldade ou fraqueza nossa, através de alguém ou de alguma circunstância, normalmente o primeiro impulso da mente/ego é: ou nos defendemos, negando e resistindo a entrar em contato (muitas vezes entrando na irritação e na revolta, geralmente imputando a culpa a alguém ou a alguma coisa), ou entramos na condição de vítimas, mergulhando na baixa auto-estima.
Aceite sua natureza humana como ela é e aceite também a sua sombra. Entenda que você está aqui na Terra para aprender e expandir sua existência. Um Mestre hindu falou: “Errar, ter defeitos, falhas, fraquezas, é seu direito. Trabalhar para transmutar isso tudo é seu dever”.

5. Tudo no Universo tem duas polaridades: yin/yang, masculino/feminino, positivo/negativo, etc. As emoções e os sentimentos também tem duas polaridades: o outro lado da tristeza é a alegria, do medo é a coragem, da raiva é a energia de realização, do ódio é o amor e o perdão, da ansiedade e da angústia é a calma e o centramento, da baixa auto-estima é a confiança em si mesmo, enfim, nosso grande trabalho de transmutação é estar constantemente reequilibrando estas polaridades. Os hindus diriam que devemos estar sempre transmutando Tamas e Rajas em Sattwa, isto é, trazendo sempre os pensamentos, sentimentos e atos densos, limitadores e negativos, para as freqüências mais sutis.
Viver assim economiza um bocado de energia. Considerando que tudo na vida é passageiro, é mais inteligente procurar mudar a polaridade das coisas e dar a volta por cima do que ficar naufragando constantemente nos mesmos padrões psico-emocionais.

6. Desenvolva a neutralidade e a observação. Os índios chamam isto de “visão da águia”: sair voando de dentro do burburinho dos eventos e, de cima, com uma perspectiva ampla, observar os acontecimentos sem identificação ou julgamentos. Ou, em outro exemplo: sair de dentro do rio caudaloso de nossa vida - onde estamos imersos até o pescoço - sentar na margem e observar. Quando dentro do rio, imersos até o pescoço, qualquer ondinha nos parece um vagalhão, mas quando nos sentamos à beira do rio, a ondinha novamente vira ondinha, e aí podemos ter uma perspectiva mais correta e um envolvimento menos sofrido com as coisas.
Isto desenvolve uma profunda consciência da relatividade dos pontos de vista e, por conseguinte, o redimensionamento da nossa identificação e envolvimento com a transitoriedade da vida.

7. Evite as comparações. Lembra do “jardim do vizinho é sempre mais bonito”? Ledo engano! Grande armadilha! Mal sabemos que o vizinho ao olhar nosso lado também pensa a mesma coisa sobre algum aspecto de nós...
Considerar este fato, te livra do peso dos julgamentos alheios e te torna mais centrado em teu próprio eixo.

8. Os hindus dizem que todas as doenças que existem - sejam físicas, emocionais, psíquicas ou energéticas - derivam, de uma forma ou de outra, de uma única doença: a ignorância de nossa natureza real, a Unidade (eles chamam esta ignorância de avidya e a Unidade de Brahman).
Toda a criação é uma grande web onde tudo é interagente, interdependente e holográfico. Realmente não estamos irremediavelmente presos a tempo e espaço e às três dimensões (não só as antigas tradições, mas a física quântica atual afirmam amplamente esta questão). Considerando nossa natureza una, saiba que não há nada fora de você que você precise obter que já não tenha. Está tudo dentro de você, todo o Universo. Você apenas precisa relembrar sua natureza original, que está pulsando em cada partícula do Universo, em cada pessoa, em cada ser de cada reino. Todo amor, paz e felicidade já estão dentro de você, sempre.
Você decididamente não é um pecador. Você não é uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Você já é uma jóia pronta, maravilhosa, só que recoberta pela poeira desta ignorância primordial.
Passar a considerar estas verdades milenares em nossa vida cotidiana desenvolve nossa co-participação consciente no Universo nos seus mais diversos níveis de existência.


9. Todo o Universo é consciente! Cada pessoa, cada animal, cada planta, cada pedra, cada célula, cada átomo, cada galáxia... A consciência não é um privilégio do cérebro humano, que é apenas um dos veículos onde esta Consciência se expressa. Esta é a chamada onipresença e onisciência de Deus. Os índios têm formas sofisticadas de entrar em contato e interagir com a consciência subjacente à Natureza.
Viver considerando este fato torna tua vida muito mais respeitosa, consciente e responsável.

10. Quando a vida nos apresenta algum evento desconfortável, algum obstáculo ou algum confronto, normalmente o que é acionado em nosso corpo/mente é o “automático” lutar ou fugir. A adrenalina está sempre pronta para desencadear ação. Mas a verdade é que na maior parte das vezes não seria necessário lutar nem fugir, bastaria relaxar e observar, e a partir daí agir com consciência, ou então deixar os acontecimentos se desenrolarem naturalmente. Vamos investir mais nas endorfinas! Faça Yoga ou TaiChiChuan!
Desta forma, em todos os níveis e setores da nossa vida, podemos integrar firmeza e simultaneamente relaxamento – só firmeza gera rigidez e só relaxamento gera moleza!

11. Adote a pergunta: “O que é que eu tenho que aprender com isso?”. Todas (todas mesmo) as coisas que nos acontecem, vem para nos ensinar. A vida está sempre fazendo suas arrumações para que possamos aprender e evoluir. Por isso alguém já disse: “cuidado com o que você deseja pois pode acontecer!”. Nós costumamos achar que quando pedimos a Deus alguma virtude, Ele vai milagrosamente introduzir esta virtude em nossa mente e de repente ficamos pacientes, ou disciplinados, ou tolerantes. Provavelmente o que a vida fará é te proporcionar situações que vão te fazer desenvolver aquela virtude. Se você pediu paciência, provavelmente vai atrair pessoas que vão te fazer perdê-la, e aí é que estará o seu aprendizado.
Então, sempre que as pessoas ou as circunstâncias te trouxerem desconfortos ou incômodos, ao invés de se revoltar, se ofender ou se entristecer, ou ainda, achar que a culpa é do outro, pergunte à Vida o que esta situação está te obrigando a trabalhar, que virtudes e qualidades você está tendo que desenvolver para lidar com isso de forma harmônica e equilibrada.
Este procedimento com certeza vai aumentar enormemente a qualidade de nossa consciência e a conseqüente percepção dos movimentos da vida e do seu sentido.

12. Gastamos grande tempo mental ficando angustiados por um passado que não podemos mais mudar e/ou ficando ansiosos por um futuro que ainda não chegou. Outra grande parte, ainda, gastamos sonhando acordados, delirando os nossos sonhos e desejos. E aí duas coisas ocorrem: uma: sobra pouco tempo para a consciência do aqui-e-agora, o presente, que é onde efetivamente a vida acontece; duas: quando precisamos da mente para as coisas que ela foi feita para funcionar – a nossa vida humana diária – esta mente tem dificuldade em se concentrar, em estar presente, inteira, poderosa, centrada.
Concentrando-nos no presente desfrutamos mais da vida. A meditação é um ótimo treinamento para aprender a viver no presente, nos livrando das pré-ocupações e desenvolvendo uma mente verdadeiramente eficiente.

13. Infelizmente, ainda vivemos sob a ideologia do “ganha-perde”, ou seja, temos muito incutida em nossa cultura a idéia de que para se ganhar alguém precisa perder. É assim que se construiu, por exemplo, o sistema capitalista. Também é seguindo esta filosofia que está-se destruindo nosso planeta. E é desse ganha-perde que estão impregnadas as nossas relações (lembra da lei de Gérson?). Não só no sentido profissional e financeiro, mas também no emocional e no afetivo.
É urgente reimplantar-se o “ganha-ganha” nas relações interpessoais e nas relações do homem com a Natureza. Não existe nenhuma possibilidade de ganho real para nada nem ninguém, em nenhum setor da vida, se este ganho for obtido em detrimento da perda de alguém ou de alguma coisa. Na visão oriental, o Karma Yoga é a técnica que visa reeducar o homem e a sociedade para a verdadeira forma de ganhar.
Este procedimento simples pode transformar toda a perspectiva que temos em relação à vida, entendendo e vivendo na prática a grande lei universal de causa e efeito.

14. Atente para a sincronicidade. Uma escritura hindu diz: “Nenhuma folha de grama se mexe sem uma razão”. Nada é casual, mas tudo é intrinsecamente causal. Um outro mestre disse: “nós falamos com Deus através da oração, e Ele nos fala através da sincronicidade”. O Dr. Jung percebeu que era esta qualidade da Criação que fazia com que as artes divinatórias (I Ching, Tarot, Runas, Búzios) funcionassem. Todo o Universo é Um, portanto tudo é interrelacionado. E a Lei do Karma é quem disciplina este interrelacionamento. Atente para os sinais! O tempo todo o Universo está interagindo com você!

Estar atento à sincronicidade desenvolve a intuição e a expansão da percepção do movimento consciente e multidimensional do Universo.

15. E finalmente – e sobretudo - “não faças aos outros o que não queres que te façam” ainda é a regra de ouro.

Viver integralmente assim te torna efetivamente consciente, pleno e equilibrado.